Quando um diretor de logística visita um Centro de Distribuição de última geração, os olhos costumam ir para o pé-direito ou para a extensão da cobertura. No entanto, o elemento mais solicitado mecanicamente em toda a operação está debaixo dos pés: o piso industrial.

Trintões de carga pontual por mastro de empilhadeira VNA (Very Narrow Aisle), tráfego ininterrupto de carretas e sistemas de automação de alta velocidade exigem uma superfície perfeita. O que poucos gestores observam é que a performance desse piso depende intrinsecamente do comportamento da estrutura metálica acima dele.


Diferenciais de deformação e trincas estruturais

Um dos maiores problemas em galpões logísticos é o surgimento de trincas e juntações desalinhadas no piso. Isso acontece quando a estrutura superior passa por deflexão (selagem) além do permitido sob ação de ventos ou sobrecargas de cobertura, transferindo momentos flechores e tensões não previstas para a fundação e para a placa de concreto do solo.

A estabilidade da estrutura metálica – calculada com rigor de rigidez transversal e longitudinal – impede que forças parasitas trabalhem a fundação. O resultado é a preservação da planicidade e do nivelamento do piso (índices F-Numbers), vitais para o funcionamento de empilhadeiras autônomas e robôs de separação (AGVs).


Integrando pilares e fundações enxutas

Projetar a estrutura metálica em conjunto com a engenharia de solos permite otimizar o posicionamento das cargas dos pilares. Menos pilares intermediários significam menos interferências na malha de transferência de carga do piso e uma execução de fundação muito mais limpa e econômica.

Entregamos galpões onde a superestrutura em aço e a infraestrutura de solo operam como um único sistema integrado, eliminando paradas operacionais para manutenção de pisos arruinados.